ACADEMIA BRASILEIRA DE
LETRAS AGRÁRIAS – ABLA
RELATÓRIO DO II CONGRESSO INTERNACIONAL DE DIREITO AMAZÔNICO
REALIZADO EM BELÉM, PARÁ – AMAZÔNIA
– BRASIL
NO PERÍODO DE 15 A 18 DE MAIO DE 2005
RELATOR: DARCY W. ZIBETTI
SUMÁRIO
1- SEDE, LOCAL E DATA
2- SIMBOLISMO – A LOGOMARCA
3- OBJETIVOS
3.1- Mensagem da Coordenação
4- PROMOÇÃO E CO-PROMOÇÃO
4.1- Co-Promoção
5- PATROCÍNIO
6- APOIO
7- REALIZAÇÃO
8- PARTICIPANTES E CONFERENCISTAS
8.1- Os Participantes
9- COMISSÃO EXECUTIVA
10- DIRETORIA DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS AGRÁRIAS
– ABLA
11- PROGRAMAÇÃO CIENTÍFICA
11.1- Solenidade de Abertura
12- ATIVIDADES PARALELAS
13- OPINIÃO DO RELATOR
1- SEDE, LOCAL E DATA
De 15 a 18 de maio de 2005 aconteceu o II Congresso Internacional
de Direito Amazônico, convocado pela Academia Brasileira
de Letras Agrárias – ABLA – no auditório
do Hotel Sagres, da cidade de Belém, Estado do Pará,
Brasil.
2- SIMBOLISMO – A LOGOMARCA
“Flores tropicais estilizadas em um dos pratos, representando
o campo do saber jurídico, onde se destaca a parte dos
valores da Amazônia, com o homem em busca do conhecimento
na região: é a biodiversidade com seu potencial
genético.
O dourado avulta a riqueza amazônica, especialmente cultural.
O fundo preto, a realçar a balança, e as flores
tropicais, seria a parte desconhecida da Amazônia a ser
desvendada, por meio de estudos e pesquisas científicas,
porém, sem desprezar a sabedoria nativa”.
3- OBJETIVOS
Dar continuidade ao plano da construção da teoria
e doutrina sobre Direito Amazônico, eis que, o Congresso
Internacional de Direito Amazônico, realizado em Boa Vista,
Roraima, foi transformado em FORUM PERMANENTE conforme a Carta
de Direito Amazônico aprovada no final desse primeiro evento,
idealizado e coordenado pelo Presidente da ABLA, Alcir Gursen
de Miranda.
3.1- Mensagem da Coordenação
“Sejam bem vindos ao II Congresso Internacional de Direito
Amazônico, tendo como sede a cheirosa cidade das mangueiras,
a nossa aconchegante Belém do Pará. A cidade está
de braços abertos para recebê-los. O calor equatoriano
é o abraço do homem amazônico recepcionando
os participantes deste evento tão significativo em nossa
cidade.
Durante quatro dias, estarão reunidas as maiores autoridades
da Amazônia nacional, da Amazônia internacional (a
Pan-Amazônia) e de países europeus com laços
ao povo brasileiro para analisar, discutir e, sempre que possível,
propor soluções para os angustiantes problemas que
afligem o amazônida.
Questões que ultrapassam as fronteiras dos países
da Pan-Amazônia, tais como a mineraria, a madeireira, a
biopirataria, a indígena, a ambiental, a agrária,
os recursos hídricos, dentre tantas outras, serão
objeto de preocupação dos abalizados estudiosos
que trarão, com suas palavras, a luz necessária
para o bom encaminhamento desses problemas regionais.
A razão maior de tudo isso é uma só: a qualidade
de vida de todos que vivem na Amazônia. O Objetivo do II
Congresso Internacional de Direito Amazônico é encontrar
meios jurídicos que viabilizem o bem-estar do ser humano
enraizado na Amazônia. De nada adianta o progresso econômico
se não for acompanhado do progresso social, para se chegar
a um desenvolvimento em prol dos habitantes amazônicos.
Afinal, a Carta de Belém do Pará terá como
centro um valor máximo: o desenvolvimento humano.
Assim, desejamos um excelente Congresso e que as lições
colhidas possam contribuir, de qualquer forma, para a futura felicidade
de todos”.
4- PROMOÇÃO E CO-PROMOÇÃO
A promoção e a coordenação couberam
à Academia Brasileira de Letras Agrárias –
ABLA.
4.1- Co-Promoção
Na co-promoção foi fundamental a participação
do Instituto de Direito Tributário do Pará e da
Ouvidoria Agrária Estadual do Pará.
5- PATROCÍNIO
Patrocinaram o conclave: 5.1- Governo do Pará; 5.2- Banco
da Amazônia; 5.3- SECTAM – Secretaria Executiva de
Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente; 5.4- Paratur (órgão
oficial de Turismo do Governo do Estado do Pará); 5.5-
Universidade Federal do Pará; 5.6- Centro Universitário
do Pará; 5.7- CRM; 5.8- UNAMA – Universidade da Amazônia;
5.9- FAP – Faculdade do Pará; 5.10- FACI –
Faculdade Ideal; 5.11- Livraria Jinkings e 5.12- CVRD.
6- APOIO
6.1- Ministério Público do Estado; 6.2- Tribunal
de Justiça do Estado do Pará.
7- REALIZAÇÃO
A realização e organização do evento
com encargo de Secretaria Executiva ficaram com Atual Promoções
e Eventos, dirigida por Iolete Amaral.
8- PARTICIPANTES E CONFERENCISTAS
Participaram, como palestrantes e conferencistas, representantes
de vários Estados do Brasil; 1 representante da Bolívia
e representantes de Portugal e Espanha. Destacou-se a presença
do Professor e Ambientalista Paulo Affonso Leme Machado e do agrarista
histórico Octavio Junqueira Mello Alvarenga que lançou
recentemente o livro apresentado no Congresso como título
– Da monocultura ao agronegócio (agribusiness).
8.1- Os Participantes
Profissionais e estudantes da área jurídica e de
várias áreas afins.
9- COMISSÃO EXECUTIVA
A Comissão Executiva ficou assim constituída: Prof.
Dr. Antônio José de Mattos Neto – coordenador-geral.
Membros: Desembargador Octávio Marcelino Maciel; Prof.
Dr. Lucas Abreu Barroso; Dr. Júlio Victor dos Santos Moura
e Dr. Rodrigo Maia.
10- DIRETORIA DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS AGRÁRIAS
– ABLA
Da diretoria: Presidente, Alcir Gursen de Miranda; Vice-Presidente,
Darcy Walmor Zibetti; Secretário-Geral, Antonio José
de Mattos Neto; Tesoureiro, Aldo Asevedo Soares; Diretor de Harmonização,
Hélio Roberto Novoa da Costa; Diretor Cultural, Altir de
Souza Maia; Diretor de Biblioteca e Coordenador da Revista da
ABLA, Lucas Abreu Barroso e Diretor de Comunicação
Social, Augusto Ribeiro Garcia.
11- PROGRAMAÇÃO CIENTÍFICA
11.1- Solenidade de Abertura
No dia 16/05/2005 as 08h00 realizou-se a solenidade de abertura,
no Salão Atlântico Sul, do Hotel Sagres, sob a coordenação
de Antônio José Mattos Neto, que convidou as autoridades
convidadas representando o Governo Estadual, Municipal, universidades
e patrocinadores, bem como o Presidente da ABLA para comporem
a Mesa dos Trabalhos.
Imediatamente convidou a todos a se postarem de pé para
ouvir e cantar o Hino do Estado do Pará.
A seguir fazendo uma saudação a todos os presentes
e dando votos de boas-vindas aos convidados e a todos os presentes,
declarou aberto o “Congresso Internacional de Direito Amazônico”.
Em seqüência da programação houve o painel:
Por um Direito Amazônico, presidido pelo Desembargador Milton
Nobre, PA.
O painelista Antonio José de Mattos Neto abordou o tema:
Direito Amazônico ou Direito para a Amazônia.
Completando o painel, Octavio Junqueira Mello Alvarenga dissertou
sobre A Amazônia Brasileira, Patrimônio Nacional.
A segunda parte da manhã foi preenchida com o painel sobre
A Propriedade dos Recursos Minerais e Propriedade do Solo e Subsolo
cabendo a presidência a Deusdedi Freire Brasil – gerente
do Basa (Banco da Amazônia).
O conferencista Lucas Abreu Barroso enfocou o tema: A Propriedade
dos Recursos Naturais e Propriedades do Solo e do Subsolo no Ordenamento
Jurídico Brasileiro.
Por sua vez o painelista Maurílio de Abreu Monteiro dissertou
sobre A Propriedade dos Recursos Minerais e Propriedade do Solo
e Subsolo: O Caso da Província Mineral de Carajás.
À tarde do dia 16/05/2005 houve o painel: Conteúdo
do Direito de Propriedade na Amazônia sob a presidência
de Luis Pinto de Oliveira.
O painelista da Espanha Juan José Sanz Jarque fez uma exposição
magistral sobre: Direito Agrário Amazônico: A Funcionalidade
da Propriedade da Terra na Amazônia.
Alcir Gursen de Miranda desenvolveu a temática sobre a
Peculiaridade Regional da Propriedade em Face do Pacto Amazônico.
Para encerrar o primeiro dia do Congresso houve o painel: Zoneamento
Ecológico-Econômico da Amazônia sob a presidência
de Otávio Marcelino Maciel, Ouvidor Agrário Estadual
(PA).
À Advogada Joana Hezer coube dissertar sobre Os Aspectos
Jurídicos do Zoneamento Ecológico-Econômico
da Amazônia.
Atividades científicas do dia 17/05/05:
Pela manhã, o primeiro painel foi sobre Biossegurança
e Pirataria na Floresta Amazônica que teve como presidente,
Alcir Gursen de Miranda.
O consagrado ambientalista Paulo Affonso Leme Machado fez clara
exposição sobre Os Princípios Gerais do Direito
Ambiental.
E, o Pesquisador da Embrapa, Alfredo Kingo Oyama Homma, desenvolveu
a problemática da Biopirataria na Amazônia: Como
Reduzir os Riscos?
O segundo painel da manhã tratou sobre A Questão
Indígena e o Desenvolvimento Econômico, sendo presidido
por Egydio Salles.
Benedicto Wilfredo Monteiro, autoridade cultural autóctone
do Pará dissertou sobre Os Indígenas e os Mestiços
na Amazônia.
O terceiro painel foi objeto da exposição de Jax
Nildo Aragão Pinto, sobre Conflito e a Violência
na Terra do Meio: Um Corolário de Indefinição
da Propriedade.
Na tarde do dia 17/05/2005, foram apresentados cinco painéis:
O painel sobre Constitucionalismo Comunitário para a Pan-Amazônia
foi presidido por Edson Raymundo Pinheiro de Souza Franco, Reitor
da Universidade da Amazônia.
O tema (In)Constitucionalidade de Instituição de
Unidade de Conservação por Decreto Federal, foi
apresentado pelo Professor Zeno Veloso.
O painelista Mario Lúcio Quintão Soares, professor
e escritor de Minas Gerais, dissertou sobre Leitura Hermenêutica
do Tratado de Cooperação Amazônica numa Perspectiva
Constitucionalista.
O painel sobre Sustentabilidade dos Povos da Floresta x Estruturas
Produtivas Modernas, foi presidido pelo Reitor do Cesupa –
Centro Universitário do Pará.
O boliviano, especialmente convidado, Hugo Bejanaro Torrejón
dissertou sobre A Agroecologia e a Função Ecológica
da Propriedade Agrária.
O Uso Sustentável dos Recursos Naturais de Áreas
Antropizadas pela Agricultura foi objeto da exposição
de Henrique Rodrigues de Miranda.
E a Professora Maria Amália Castelo Branco Affonso falou
sobre a Legislação Ambiental e Políticas
Públicas na Sustentabilidade do Meio Ambiente.
O Jornalista Lúcio Flávio Pinto desenvolveu a problemática
da Internacionalização da Amazônia: Mito e
Realidade.
O tema Novidades sobre o Pacto Amazônico foi objeto de exposição
do Professor e Juiz Trabalhista Georgenor de Souza Franco Filho.
Atividades culturais do dia 18/05/2005:
Pela manhã foi levado a efeito o painel: Degradação,
Poluição e Dano Ambiental sendo presidido por Darcy
Walmor Zibetti.
O painelista Manuel David Rodrigues Masseno, de Portugal, especialmente
convidado, dissertou sobre Uma Autoridade Fluvial para a Amazônia.
E, o Engenheiro Sanitarista Valdinei Mendes da Silva fez exposição
sobre o tema Caracterização e Controle da Poluição/Contaminação
no Meio Ambiente Urbano.
Seguiu-se o painel sobre Recursos Hídricos e Impactação
Ambiental sob a presidência de Adenauer Marinho de Oliveira
Góes.
Os Comitês de Bacias como Órgão de Administração
de Recursos Hídricos e Proteção Ambiental
foi tema apresentado por Aldo Asevedo Soares, agrarista histórico,
decano dos professores de Direito Agrário no Brasil.
O agrarista histórico Darcy Walmor Zibetti desenvolveu
o tema: O Direito Brasileiro e os Recursos Hídricos e Impactação
Ambiental.
Na tarde do dia 16 foram apresentados os seguintes painéis:
A Questão Fundiária Amazônica sob a presidência
de Maria Sônia Rodrigues Lobo Gluck Paul, Diretora da Faculdade
do Pará.
O Ouvidor Agrário Estadual Octávio Marcelino Maciel
discorreu sobre A Mediação nos Conflitos Fundiários
no Pará.
A Crise Social no Campo foi o tema abordado por Maria de Oliveira,
Superintendente Regional do INCRA em Pernambuco.
O painel: O Direito como Instrumento de Mudanças das Estruturas
Agrárias da Amazônia foi presidido por Aldo Asevedo
Soares.
O tema Faixa de Fronteiras, Discriminação de Terras,
Regularização e Legitimação de Posses
foi objeto de explanação de Altir de Souza Maia,
também agrarista histórico.
A última palestra coube ao Jornalista e Agrarista Augusto
Ribeiro Garcia sobre A Questão Fundiária da Amazônia.
A seguir o Coordenador Geral do Conclave Antônio José
de Mattos Neto assumiu a mesa dos trabalhos, convidou todos os
consortes da ABLA e autoridades presentes a comporem a mesa para
o encerramento do II Congresso.
A seguir convidou Darcy Walmor Zibetti para fazer a leitura da
Carta de Belém do Pará de Direito Amazônico
seguindo-se uma salva de palmas.
Agradeceu o apoio do Poder Público Estadual, Municipal
e Federal. Agradeceu a presença dos conferencistas convidados.
Agradeceu o apoio indispensável da Atual Promoções
e Eventos, na pessoa de sua diretora Dona Iolete Amaral. Em especial
agradeceu a participação dos estudantes que certamente
continuarão a luta pelo desenvolvimento sustentável
da Amazônia e pela solidificação do Direito
Amazônico.
12- ATIVIDADES PARALELAS
No intervalo dos painéis do dia 18, houve o lançamento
da Revista da Academia Brasileira de Letras Agrárias dentro
do espírito pioneiro do Presidente Alcir Gursen de Miranda
de que uma Academia deve ter sua Revista. Lucas Abreu Barroso
que na Assembléia da Academia foi indicado e aprovado para
ser o Coordenador da Revista explanou sucintamente sobre qual
seria a denominação da Revista, dizendo que sua
tiragem seria anual e que contaria com colaboradores nacionais
e estrangeiros.
Na parte social houve também um almoço de confraternização
no Mangal das Garças, um dos pontos turísticos de
Belém, com vista para o Rio onde está um restaurante
com belíssima vista.
Houve também a divulgação com entrega de
cópias a todos da Car ta de Direito Amazônico aprovada
no Congresso de Boa Vista, transformado em FÓRUM PERMANENTE
DE DIREITO AMAZÔNICO e da Carta de Belém –
que segue em Anexo a este Relatório.
A Carta de Belém de Direito Amazônico foi elaborada
pela comissão designada pelo Coordenador Geral e composta
por Alcir Gursen de Miranda, Darcy Walmor Zibetti, Lucas Abreu
Barroso e Altir de Souza Maia, após prévia consulta
aos participantes do evento.
13- OPINIÃO DO RELATOR
1- O II Congresso Internacional de Direito Amazônico realizado
em Belém do Pará sob o aspecto técnico científico
teve um brilhantismo invejável pelo elevado nível
e qualificação de seus palestrantes e conferencistas
cujo curriculum vitae sendo muito extenso não foi possível
transcrever.
2- O enorme salão ficou lotado de participantes profissionais
e estudantes ávidos de saber, dentro do conceito que conhecimento
é poder.
3- A organização do evento foi exemplar, sendo merecedora
de todos os encômios a empresa Atual Promoções
e Eventos pela incansável dedicação da sua
diretora e toda sua equipe.
4- O evento de Belém foi importante na continuidade do
FORUM PERMANENTE DE DIREITO AMAZÔNICO.
5- A programação científica do Congresso
foi feliz na escolha dos temas de importância capital para
o Estado do Pará e para a Amazônia como um todo.
6- A questão fundiária constitui-se em permanente
foco de tensão.
7- A idéia do desenvolvimento sustentável ainda
não foi suficientemente assimilada tanto pelos amazônidas
quanto pelos Poderes Públicos incumbidos de traçar
e financiar tais políticas públicas. A reposição
florestal poderia dar-se com fruticultura nativa e desenvolver-se
como a Agripalmas.
8- As riquezas minerais dormitam no sub-solo e sua exploração
e utilização, especialmente, em áreas indígenas
dependem de aprovação de lei pelo Congresso Nacional.
9- É inadmissível que a ciência e a tecnologia
não ofereçam alternativas para a exploração
de minérios sem que sejam usados produtos químicos
que venham contaminar o solo, o lençol freático
e as águas dos rios.
10- A terra, o solo para a agricultura e pecuária no restante
do país, para a região amazônica é
a floresta e suas águas. Se não há floresta
não há chuva e não há água.
11- O desenvolvimento sustentável através da utilização
da biodiversidade carece de formação de agro-indústrias
individuais, associativas, empresariais ou cooperativistas constituindo-se
em cadeias produtivas em agronegócio ou agribusiness.
12- A piscicultura e aquacultura é outra atividade que
merece ser dinamizada e tecnicamente atualizada relegando o empirismo
13- Conclui-se que muito falta a fazer em favor da Amazônia.
A Academia está fazendo sua parte.
14- Cumpre dizer algo sobre a histórica cidade de Belém
do Pará. É uma cidade cercada de floresta e abastecida
de rios, onde chove quase que diariamente. Os portugueses a quem
o Brasil deve a Amazônia, muito lutaram para se apossar
dessas terras. Existe até hoje um símbolo, o Brasão
de Armas do Município de Belém. Este Brasão
foi criado no início da colonização portuguesa
cuja capitania do Grão-Pará foi estabelecida em
1616. Foi instituído um brasão para ser colocado
no Forte do Castelo, simbolizando a coragem, a tradição
e o pioneirismo dos portugueses.
15- O brasão, dividido em quatro partes, trouxe alegorias
marcantes com algumas faixas em latim TUTIUS LATENTE (Eterna Primavera)
escondida é mais segura, faz alusão ao Rio Amazonas
com suas maravilhas e também ao Rio Tocantins, que esconde
inúmeras belezas aos olhos dos exploradores. A segunda
faixa, RECTIOR CUM RETROGADUS (É Mais Reta se Olharmos
o Passado), lembra o momento em que Francisco Caldeira Castelo
Branco aqui chegou e se estabeleceu, fundando a cidade de Belém;
o momento da fundação foi precedido por uma bela
aurora.
16- A terceira faixa, NO QUAQUAM MINIMA EST, significa que o nome
dado por Castelo Branco à cidade seria consagrado eternamente
entre as conquistas portuguesas, assim como Belém da Judéia
se eternizou entre os católicos do mundo. Além dessas
inscrições, o brasão apresenta animais, flores,
frutas, uma torre e um sol radiante, que também possuem
significado especial.
DARCY WALMOR ZIBETTI
Relator