A AGUA NA AGRICULTURA
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O USO DA ÁGUA NA
AGRICULTURA.
*WASHIGTON CARLOS DE ALMEIDA
: "...AS ÁGUAS SÃO MUITAS, INFINDAS".
Pero Vaz de Caminha,
Carta ao Rei de Portugal
sobre a Descoberta do Brasil, em 1500.
A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente,
cada povo, cada nação, cada região, cada cidade,
cada cidadão, é plenamente responsável aos
olhos de todos. Como elemento do meio ambiente a Constituição
do Brasil em seu artigo 225 considera dever do Estado e do cidadão
a proteção ambiental. Todavia, já em o Brasil
receberá um Código de Águas, que visava disciplinar
seu uso de maneira que o exercício do direito a sua utilização
não incidisse no abuso de direito. Já aquela época
os problemas com a racionalização de sua utilização
e
A água é fundamental para a vida de todo vegetal,
animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber
como são a atmosfera, o clima, a vegetação,
a agricultura, tema este a que nos dedicaremos nesta exposição.
Os recursos naturais de transformação da água
em água potável são lentos, frágeis
e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada
com racionalidade, precaução e parcimônia.
O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação
da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos
e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre
a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação
dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
A água, assim passa ela tem um valor econômico: precisa-se
saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que
pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.
A água não deve ser desperdiçada, nem poluída.
Todavia uma das maiores fontes de desperdício e contaminação
da água tem sido a atividade agrária. Hoje buscamos
alternativas para metodologia de produção na zona
rural, minimizando esse bem, que como já disse em outra oportunidade
é bem esgotável.
Desta feita sua utilização implica em respeito à
lei. Sua proteção constitui uma obrigação
jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta
questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo
Estado.
A gestão da água impõe um equilíbrio
entre os imperativos de sua proteção e as necessidades
de ordem econômica, sanitária e social, levando-se
em conta a solidariedade e o consenso, posto que não há
distribuição igual sobre a Terra.
Em que pese notório, é bom relembrar que o planeta
Terra é formado por ¾ de água (doce e salgada)
e apenas ¼ de terra (continentes e terras). Dos referidos
3/4, a reserva de água doce representa em termos proporcionais,
um conta-gotas, em relação água salgada, que
representa uma garrafa de dois litros cheia. Delas a apropriada
para consumo humano é a doce. Essa água doce, que
está em 2,7% do total de águas do mundo (os outros
97,3% são de água salgada, vinda de mares e oceanos)
é distribuída assim: 0,01% nos rios, 0,35% nos lagos
e pântanos
e 2,34% nos pólos, geleiras e icebergs.
Também é pouca água em relação
ao número de habitantes do planeta Terra. O Brasil é
um país privilegiado, pois possui 13,7% da água doce
do planeta. Destas, 80% estão nos rios da Amazônia
e 1,6% no Estado de São Paulo
Mais de 90% da água utilizada para uso doméstico retorna
para os rios e aqüíferos como água imprópria.
Industrias consomem apenas 5% da água que retiram. Essa água
imprópria dos esgotos domésticos e industrias deveria
ser tratada antes de voltar para os rios e possivelmente reutilizada,
mas freqüentemente está poluída demais.
As estimativas para o uso da água na agricultura não
incluem o uso da água da chuva. De fato, mais alimentos são
produzidos através do uso de água da chuva do que
água irrigada
É muito grande a importância da agricultura no desafio
atual de se permitir que as reservas hídricas da Terra atendam
as necessidades crescentes. A água necessária para
a agricultura é de aproximadamente 1000-3000 metros cúbicos
por tonelada de grãos colhidos conforme dados estatísticos.
.Um bom manejo do solo pode reduzir significativamente a quantidade
de água necessária para produzir uma tonelada de grãos.
Enquanto muito pode ser feito para aumentar a produtividade das
colheitas em áreas irrigadas com a água de chuva,
as áreas agrícolas irrigadas despertam muita atenção
porque se baseiam na água que retorna para os rios ou para
os aqüíferos. Muitos países em desenvolvimento
dependem excessivamente da irrigação. Em uma análise
feita pela FAO em 93 países, concluiu-se que 18 deles usam
agricultura irrigada em mais de 40% de sua área cultivada;
outros 18 países irrigam de 20 a 40% de suas áreas
agrícolas. (Fao, World Agriculture: Towards 2015/2030).
Além do mais, a equação água e solo
é de vital importância. Assim se nos preocupamos com
o água, são relevantes sua interação
com o solo.
Uma agricultura bem-sucedida depende muito do solo, que deve ter
uma boa textura, porosidade e conter os nutrientes de que as plantas
precisam. Deve, também, possuir um suprimento razoável
de água fresca. Perturbar o equilíbrio natural entre
o solo, suas fontes de água e sua cobertura vegetal causa
problemas.
Os terraços de arroz, praticados pelos agricultores das Filipinas
sobrevivem há 2 mil anos. Servem tanto para reter a água
necessária para o cultivo de arroz, como para evitar a erosão
dos flancos das colinas.
O solo precisa de uma boa cobertura vegetal porque é a raiz
das plantas que une e sustenta as partículas que o compõem.
Um solo que perde sua cobertura vegetal torna-se exposto ao vento
e à chuva e pode rapidamente ser levado tanto por correntes
de ar como pela água da chuva. Essa condição
é conhecida por erosão do solo. Na região em
que nasci, no estado de São Paulo, o trato equivocado com
o solo criou grandes áreas de erosão, que inibem qualquer
atividade em razão das grandes crateras criadas. A seca,
associada a um plantio excessivo, transforma o solo em pó,
que é carregado em enormes quantidades pelo vento.
Os homens do campo perceberam a erosão do solo há
milhares de anos. Aprenderam logo que nos terrenos em declive, a
água da chuva tende a levar consigo, colina abaixo, o solo
exposto. Nas encostas mais acentuadas, os homens aprenderam a controlar
este fenômeno por meio de terraços planos, cortados
nos flancos das colinas. Tais terraços ainda são comuns
em várias partes do mundo. Em terras com declives menos íngremes,
os agricultores adotaram uma técnica conhecida por cultivo
em curvas de nível, na qual os sulcos arados seguem o contorno
dos terrenos.
Infelizmente, tal técnica nem sempre é observada.
Há 30 anos, os declives acentuados existentes nas bases do
Himalaia eram cobertos de florestas. À medida que a população
aumentava, começava-se a cortar as florestas para se obter
terra para o plantio de alimentos e madeira para os fogões
a lenha. Hoje, quase não há mais floresta e as chuvas
torrenciais têm carregado boa parte da camada superior do
solo pelas planícies de Bangladesh. O assoreamento nos leitos
dos rios locais é crescente e a região encontra-se
muito mais sujeita a enchentes durante os períodos de chuvas
intensas.
A erosão do solo pode ocorrer onde quer que ele tenha sido
exposto à ação dos fatores erosivos por muito
tempo. Por exemplo, o desmatamento das florestas tropicais tem causado
um sério problema de erosão em quase todas as áreas
tropicais, como a Amazônia. . Nas regiões temperadas,
grandes extensões de terra arável e amplamente cultivada
são alvo fácil da erosão causada pelo vento
e pelas fortes chuvas. As terras cultivadas dos Estados Unidos e
Canadá perdem a impressionante quantidade de 3 milhões
de toneladas de solo fértil por ano. Os rios, já contaminados
com os pesticidas e fertilizantes químicos, tornam-se ainda
mais poluídos com a sedimentação arenosa que
ocorre em seus leitos. O problema nos Estados Unidos está
hoje sendo enfrentado por meio da aplicação de novas
leis. Em outros lugares, o problema está ficando pior; na
Índia, por exemplo, três quartos da terra cultivada
(cerca da metade do país) hoje sofre problemas ambientais
sérios, muitos deles causados pela erosão do solo.
Até na Grã-Bretanha a erosão tornou-se um problema
onde a maior parte da terra é usada para fins agrícolas.
A destruição das cercas-vivas deixou os campos expostos
à ação do vento, que anualmente removem cerca
de 18 toneladas de solo de cada hectare.
Mas voltando a água, sem dúvida, um décimo
de toda a água do planeta está no Brasil.
Todavia, as fontes do recurso não estão no mesmo lugar
que as pessoas, e os sistemas de abastecimento e saneamento passam
longe do ideal. Por um lado, 80% da água está na região
amazônica, onde vivem só 5% dos brasileiros, o que
significa que uma pessoa na região tem, em tese, à
sua disposição 558 mil metros cúbicos de água
ao ano, considerando que segundo os parâmetros internacionais,
quem tem o limite mínimo deve ser de mil metros cúbicos
por ao ano. Já no outro extremo, o semi-árido nordestino
tem metade disso, empatando com países do norte da África
, que estão entre os 10 países mais secos do mundo.
Desde a década de 80, o crescimento da área irrigada
do Brasil tem superado o crescimento da população,
o que tem elevado nossa economia. Mas o cultivo depende de água,
que ainda não é uma preocupação na área.
Uma das saídas mais utilizadas no mundo para economizar água
é a reutilização: água potável
vai para usos vitais - beber, cozinhar, tomar banho - depois, no
lugar de ir embora pelo ralo, ela passa por um filtro e é
usada novamente onde não se precisa de água potável.
Deve-se trocar investimentos grandiosos por incentivos para a reutilização
racional.
O desafio agora é aprender a pensar no futuro: distribuir
essas águas para todos, melhorar o saneamento, investir em
uso racional, educar a população para economizar e,
quem sabe, entrar no mercado internacional de água.
Gestão responsável da água é fundamental
para a economia dos países em desenvolvimento
Agricultura e indústria, que impulsionam o crescimento dos
países, são responsáveis por mais de 90% do
consumo de água e, portanto, seriam as primeiras a sentir
o baque em caso de crise.
Para que a economia cresça, agricultura e indústria
precisam de água - e a população, que é
a mão de obra, também precisa. Todos os anos, 50%
dos latino-americanos ficam doentes por problemas com a água:
27% não têm acesso a ela e 13% do abastecimento não
é tratado adequadamente. O primeiro passo indicado pela ONU
aos governos é harmonizar as políticas de abastecimento
e saneamento: planejar para que ninguém fique sem água.
O Brasil, como vários outros países, que tem estruturas
de abastecimento e saneamento ruins, tem fontes de água abundantes
- e precisa se preparar agora para uma realidade que não
está tão longe: o mercado internacional de água.
Uma em cada seis pessoas no mundo não tem acesso fácil
à água
Escassez de água pode provocar até conflitos no mundo,
pois sua existência é fundamental, especialmente quando
constatamos que o estoque disponível de água no mundo
tem caído de modo preocupante nos últimos 50 anos
A população mundial triplicou nos últimos 100
anos e o consumo de água aumentou 6 vezes. O estoque disponível
tem caído de maneira preocupante nos últimos 50 anos
devido à expansão da agricultura, da indústria,
da poluição e de soluções mirabolantes
para o abastecimento. Tirar água do Mar de Aral, na Ásia,
e do lago Chade, na África, para a agricultura, fez com que
os dois corram o risco de desaparecer - e já estão
quase lá. Na Ásia e África, há décadas,
países brigam pelo controle de grandes reservatórios:
os rios Tigre e Eufrates que são disputados por Turquia,
Síria e Iraque. A região de confluência dos
dois rios é motivo de tensão entre Irã e Iraque.
Usar a água do rio Nilo está nos planos do Egito,
Sudão e Etiópia. A Líbia explora um aqüífero
de 800 metros de profundidade, ao qual também têm direito
o Egito, Chade, Sudão e Níger, que estão preocupados.
E ter reserva de água não quer dizer que a população
tem acesso a água potável. Duas das 10 maiores reservas
do mundo estão no Brasil: a bacia do Amazonas e o Pantanal.
Além delas há ainda o Aqüífero Guarani,
cujas dimensões atingem não só oito estados
do Brasil (Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso
do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São
Paulo), mas os países irmãos da Argentina, Uruguai
e Paraguai. Em sua superfície, estão zonas agrícolas
de alta tecnologia e intensa produção. A consciência
da existência do Aqüífero ainda é tímida
para se falar em políticas públicas com efetiva participação
da população visando proteger essa enorme reserva
subterrânea de água doce.
Descoberto na década de 50, em perfurações
para prospeção de petróleo, o Aqüífero
Guarani, abarca na Argentina 225.000 quilômetros quadrados,
no Brasil 850.000 quilômetros quadrados, no Paraguai 70.000
quilômetros quadrados e no Uruguai 45.000 quilômetros
quadrados, perfazendo, portanto, 1 milhão de quilômetros
quadrados.
As águas do Guarani são de ótima qualidade
par ao consumo doméstico, industrial e irrigação
e também devido à sua temperatura, que chega a 30
graus na província argentina de Entre Rios.
Embora as águas do Aqüífero Guarani ainda estejam
libres de contaminação, ambientalistas já estão
preocupados com as zonas agrícolas onde se tem usado herbicidas
intensamente. Acredita-se que são necessárias medidas
urgentes de controle e monitoramento da carga de agrotóxicos,
sob pena de se vir a ter sérios problemas de poluição.
Dada a sua importância, já há um Gerenciamento
Integrado e Sustentável do Aqüífero, tendo como
objetivos a expansão e consolidação da base
de conhecimento científico e técnico acerca do Aqüífero,
desenvolvimento e instrumentação conjunta de um marco
de gestão para o Aqüífero baseado em um programa
estratégico de ação conjunta e incentivo à
participação pública.
A salinização é outro problema cada vez maior
em países com irrigação excessiva que leva
ao encharcamento do solo, que traz o sal à superfície.
É cada vez maior o aumento de salinidade dos solos irrigados..
Não é um processo novo: aconteceu na Mesopotâmia
há milhares de anos, e pode ter sido uma das razões
pelas quais a antiga civilização Suméria sucumbiu.
O sal também pode ser trazido à superfície
a partir das camadas profundas. O subsolo seqüentemente possui
altas concentrações de sal, infiltradas no solo com
as águas da superfície no decorrer de milhões
de anos. A irrigação excessiva de solos áridos
eleva o nível dos lençóis freáticos
profundos, trazendo estes sais para a superfície. Solos mal
irrigados podem tornar-se encharcados. A salinização,
bem como o acúmulo de água em terras irrigadas, constitui
hoje um sério problema em muitos países.
A água fresca é essencial para o crescimento das plantas
e, em lugares onde as chuvas são escassas, tem-se que supri-la
por meio de irrigação. Cerca de 12% das terras cultivadas
no mundo são irrigadas e estas terras produzem até
30% da colheita mundial. A irrigação é uma
técnica muito antiga; era praticada pelos primeiros agricultores
da Mesopotâmia (hoje Iraque). Quando executada com planejamento,
não apresenta dificuldades, mas a irrigação
excessiva pode causar sérios problemas.
Pelo fato de a irrigação ser utilizada em lugares
onde as chuvas são menos freqüentes, deve-se fazê-la
com água estocada. Em muitos locais, usam-se lençóis
freáticos - água das chuvas infiltrada nas camadas
mais profundas do solo que forma uma reserva subterrânea.
Em algumas regiões, entretanto, estas reservas de água
estão sendo consumidas mais rapidamente do que são
repostas, como no estado americano do Texas. Lá houve a possibilidade
de transformação de terras áridas em terra
produtiva, graças à utilização da água
de um enorme lençol freático. Mas essa fonte está
sendo exaurida em um ritmo crescente. Quando os lençóis
de água subterrâneos se esgotarem, o solo acima deles
se tornará seco e estéril.
Todos os solos apresentam alguns sais, e os lençóis
de água contêm, portanto, sais levados dos solos pelas
chuvas. Em climas quentes, a água evapora rapidamente, deixando
a restante com um maior teor salino. A água subterrânea
usada para irrigação evapora, deixando os sais depositados
nas camadas superficiais do solo. Com o passar do tempo, o solo
se torna cada vez mais salgado, e, em alguns casos, esse processo
pode endurecer o solo, deixando-o inútil. Na Austrália,
há 3 mil km² de solo estéril, saturado de sal.
A água sempre teve papel vital na existência humana
e os principais desafios do século XX e deste, foram enfim
gerados pela escassez da água, falta de percepção
de gerentes do meio ambiente e do público em geral sobre
a gravidade da crise, fragmentação e dispersão
do gerenciamento dos recursos hídricos, entre outros fatores.:
A análise econômica da utilização das
águas implica numa caracterização em termos
de preços e custos.
As águas, juntamente com outros bens, trazem benefícios
a quem dela usufrui, mas em compensação há
custos em seu fornecimento.
A Lei n.º 9.433 de 08 de janeiro de 1997,m permite a cobrança
pelo uso da água, nos termos do seu artigo 1.º, cirando
a figura do usuário-pagador, o que permitirá criar
recurso que serão direcionados na bacia hidrográfica
onde foram gerados.
Tudo leva a crer que no futuro menos distante do que se imagina,
os municípios ficarão muito mais vulneráveis,
com mananciais contaminados por uma grande variedade de resíduos
resultantes não só da mineração, lixo
domésticos e industriais, mas também trazidos da zona
rural.
Os custos do tratamento destas reservas para obtenção
de água com níveis de qualidade satisfatórias
vão se tornar proibitivos.
A utilização de instrumentos econômicos para
controlar o uso das águas deverá ter cada vez mais
preponderância nas próximas décadas. É
fundamental o preceito de que não há possibilidade
de uso ilimitado da água e de que a sua disponibilidade pelo
menor custo é fator competitivo do mercado global.
A Agenda 21 traz, no capítulo referente aos critérios
integrados no desenvolvimento e manejo dos recursos hídricos,
os seguintes compromissos:
" Ao desenvolver e usar os recursos hídricos, deve-se
dar prioridade à satisfação das necessidades
básicas e à proteção dos ecossistemas.
Entretanto, uma vez satisfeitas essas necessidades, os usuários
da água devem pagar tarifas adequadas.
No planejamento deve-se considerar o investimento em benefícios,
a proteção ambiental e os custos operacionais. Os
mecanismos de cobrança, no entanto, devem refletir tanto
quanto possível o custo real da água quando usada
como um bem econômico e a capacidade e a capacidade das comunidades
de pagar".
*WASHIGTON CARLOS DE ALMEIDA
Professor de Direito Civil e Advogado.
Membro da ABDA e da UMAU
wcarlosalmeid@uo.com.br