Incra
quer recuperar 300 mil hectares de terras públicas
O
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
(Incra), através de sua Procuradoria Federal Especializada, está
propondo ações judiciais visando a retomada de terras
públicas para fins de reforma agrária nos Estados do Amapá,
Mato Grosso, Maranhão, Pará, Roraima e Rondônia.
Somente no Mato Grosso e em Roraima já foram ajuizadas 57 ações
para a retomada de aproximadamente 300 mil hectares de terras griladas
ou ocupadas irregularmente. Na última sexta-feira (09) uma nova
ação para a retomada de cinco mil hectares foi iniciada
no Amapá. “As terras públicas devem ser, preferencialmente,
destinadas à reforma agrária conforme prevê a Constituição
Federal de 1988”, resume o Procurador-Geral da autarquia, Valdez
Adriani Farias.
De
acordo com Farias, as ações de retomadas das terras públicas
por parte do Incra foram desencadeadas após uma série
de denúncias da sociedade civil e, em vários estados,
por recomendação do Ministério Público Federal.
Por meio de uma portaria publicada pelo presidente do Incra, Rolf Hackbart,
no dia 19 de outubro deste ano, o instituto criou um Grupo de Trabalho
formado por oito procuradores federais. A missão deste grupo
é instaurar e instruir os processos referentes às ocupações
irregulares de terras públicas, propondo ações
de retomada e reversão à União, sempre que necessário.
“Além
destas ações que já foram ajuizadas, outros processos
estão sendo preparados nestes estados”, adianta o Procurador-Geral.
Segundo Farias, cerca de 50 novas ações serão ajuizadas
no começo do próximo ano. “Este é um dever
institucional do Incra, que deve agir para preservar e acautelar a coisa
pública”. Ele espera que o poder judiciário acolha
as pretensões do Incra de forma a destinar as áreas para
assentamentos de trabalhadores rurais sem terra.
Fonte:
Portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário
14/12/2005 - 16:12
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